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Ao longo da história, o ser humano passou por diferentes fases da Revolução Industrial que provocaram mudanças diretas na dinâmica em sociedade. Substituiu-se a manufatura pela máquina, implementaram-se sistemas de produção em massa e as esteiras rolantes foram essenciais. Tempos depois, vieram os sistemas de comunicação, o automóvel e a lâmpada incandescente. Logo após, na terceira fase revolucionária, surgiu a Internet, os softwares, o desenvolvimento da robótica e outras especializações. Não apenas para os modos de produção, mas para toda a conjuntura social, essas inovações provocaram grandes impactos.

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Esta vasta gama de transformações, entretanto, continua em progresso e, atualmente, muito se comenta sobre a vivência já em andamento de uma quarta Revolução Industrial: a chamada Indústria 4.0. Suas principais novidades giram em torno da transformação digital: impressão 3D, Big Data, inteligência artificial, “Internet das Coisas”, dentre outros. Assim como nos outros processos, muitas readequações deverão ser feitas em vários âmbitos, e o da educação certamente não ficará de fora. Mas como exatamente ocorrerão esses impactos e o que será exigido dos profissionais e estudantes no mercado?

 


Para compreender essas novas tendências e demandas, é essencial tomar consciência de que a Indústria 4.0 preza pela instantaneidade, pela virtualização e aprimoramento de máquinas em sistemas ciberfísicos. A Internet das Coisas, por exemplo, consiste na conexão de objetos e ambientes (até mesmo os de sua própria casa) com dispositivos eletrônicos por meio de sensores. Ligar e desligar as luzes via celular e lâmpadas inteligentes que sincronizam diferentes cores de acordo com filmes e músicas já são exemplos disso.

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Isso gera uma nova dinâmica de interação com o local, que refletirá rapidamente em mudanças na nossa maneira de lidar com as pessoas e o que se exigirá delas. Profissões deixarão de existir, já que não serão mais necessárias nessa modernidade 4.0. Em compensação, novas irão surgir: uma significativa porcentagem de crianças que entram hoje na escola devem trabalhar no futuro com postos de trabalho que ainda nem existem. Conteúdos que hoje são essenciais na grade escolar podem ser totalmente dispensáveis nessa nova configuração. E é a partir disso que se deve repensar as maneiras de ensino, a fim de preparar os estudantes para o mercado de trabalho que está surgindo.

Desenvolver habilidades de colaboração e aptidão para resolver questões multidisciplinares será uma grande necessidade. Assim, a promoção de um ensino que preze pela interação entre os alunos e os torne indivíduos abertos às adaptações e resolução prática de problemas será muito mais eficiente do que assegurar conhecimentos técnicos sobre determinados assuntos. Discute-se muito, nesse contexto, um processo de aprendizagem “70:20:10”: 70% do aprendizado do aluno será decorrente de experiências próprias, 20% do relacionamento com os outros e 10% em cursos.

A busca pelo conhecimento tenderá a se originar, também, do próprio aluno. A educação a distância será, dessa forma, muito comum e de grande apreço, ditada por mecanismos de inteligência artificial. Tutores virtuais e aulas em realidade virtual podem se tornar primeira opção, em um programa de ensino já direcionado pelo e para o próprio estudante.

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Parecem mudanças distantes e intimidadoras, mas estão mais próximas e aptas de serem administradas do que você imagina. Com um bom acompanhamento dessas novas exigências e a adequação necessária, educação e futuro podem andar juntos a fim de promover indivíduos amplamente qualificados para a era de inovação nos modelos da Indústria 4.0.

Esperamos que este artigo tenha lhe ajudado, até a próxima leitura! 

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