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Perguntei nos nossos canais sociais o que vinha à mente de empreendedores quando pensavam em receber uma "mentoria".

Alguns comentaram publicamente – em geral com conotação positiva – mas a maioria preferiu me escrever em private, “descendo o cacete”. O assunto rendeu, e como! A depreender pelas respostas, o termo "mentoria" tem tudo pra entrar no panteão de platitudes, lugares comuns que todo mundo fala, ninguém sabe definir, cada um acha que é uma coisa e não significa nada em particular.

Tipo "bom senso", "projeto", "sinergia", "parceria" … mas não mais “smart money!”, que já definimos com precisão.

O termo mentoria sempre foi algo que me incomodou particularmente. Numa ótica negativa, muitos podem pensar que ele significa "pitaco de graça" (como se existisse almoço grátis). Ou "desculpa humilde" para conseguir acessar e se conectar com gente importante. Alguns me escreveram falando de empreendedores-em-busca-de-mentorias-eternas, um misto de pergunta ou falta de iniciativa ao se achar que pode se aprender por osmose, um mal majorado pela pandemia de lives atuais, ao invés de focar em auto-aprendizado (leituras, cursos, trial and error). Ou, ainda, "ensinamentos" genéricos por "mentores experts", que abrem conteúdo superficial para daí catar seu nome, e-mail e te aquecer em cadências até um call to action para te vender infoprodutos.

Minha experiência pregressa era de que a esmagadora maioria de empreendedores buscando "mentoria" na verdade precisava mesmo era de capacitação. Metodologia, melhores práticas, processo estruturado, ferramentas e, em boa medida, uma dose de "tough love". Papo reto, palavras duras dando a real pra pararem de ficar procurando "ajuda de experts", tomarem a iniciativa, serem proativos em ler um livro ou fazer um curso.

Ao mesmo tempo, cabe reconhecer que para pessoas efetivamente com experiência, e portanto algo concreto a ensinar em mentoria … a vida é corrida. Família, reuniões, viagens (antes da COVID pelo menos), trabalho, metas!, e-mails, startups no portfólio, mil pepinos, lives, leituras… Ou você já viu gente de calibre – pense em um Bill Gates, um Jorge Paulo Lemann, um Jeff Bezos, um Fábio Póvoa! 🤪 – de bobeira, sem nada pra fazer, só vendo tempo passar, e daí resolvendo distribuir conhecimento através de …. voilá … "mentorias individuais" para qualquer um que venha pedindo?

Para todo os seres humanos com mínima proatividade, a sensação é que se o dia tivesse mil horas, ainda assim não daria tempo pra tudo. Muito menos pra parar e dedicar horas de qualidade para dar mentoria a empreendedores começando. Isso, naturalmente, com o objetivo central de contribuir para o crescimento. Sim, porque mentoria na forma de pitacos superficiais, venda de infoprodutos ou coleta de Likes virtuais simplesmente não faz sentido porque mais atrapalha do que ajuda.

A questão da monetização é outro ponto nevrálgico. Embora cada um tenha sua percepção sobre o que é mentoria, uma coisa é certa: quando se paga, em cash ou em equity, vamos combinar que o termo usado é outro, certo? Chame-se de assessoria, consultoria, coaching, sweat equity, venture building ou "aceleração", ou qualquer outro, mas para mim mentoria, na acepção da palavra, não pode ser cobrada (o que não significa que seja de graça e não deva ser paga. Continue lendo e você vai entender). Mais do que o termo, as expectativas mudam. E, como você já deveria saber, o desalinhamento de expectativas é a origem de todos os problemas.

É por este contexto que até hoje sempre priorizamos o engajamento aprofundado apenas com startups do portfólio. O trade off sempre foi cruel: de um lado, reuniões e repasse com os founders e time das startups, derivando iniciativas que resultam em crescimento de vendas, experimentos de tração, oportunidade de negócios, atração de talentos, abertura de contatos, evolução de produtos e serviços, amadurecimento gerencial, entre tantas outras. Do outro, usar o mesmo tempo escasso das 8 horas úteis diárias para falar com empreendedores, muitas vezes carentes de educação (e não de orientação), pedindo "cafézinho", implorando um "call", enviando cold mails ou LinkedIn InMails pagos, ou regurgitando pitches. Como tudo na vida, nem todos os pedidos de mentoria tinham e têm este perfil, mas os poucos costumam ser a exceção que confirma a regra.

E então não fazíamos nada. E ficávamos com aquela sensação de culpa interna por não fazer mais. 🥺. De nada adianta ter uma postura crítica, como articulei acima, mas ficar só nisso, sem fazer algo concreto para mudar o cenário, deixando muitos empreendedores entregues à sorte. Reféns e alvos dos conteúdos superficiais, dos e-books com "5 dicas matadoras para você levantar capital", das lives "gratuitas" que custam seu precioso tempo, dos Instagram stories de 15 segundos "respondendo" perguntas rápidas que mereciam na verdade um livro de 200 páginas.

Decidimos então fazer algo. Que tivesse a marca indelével Smart Money. Com engajamento aprofundado e prático. Com preparação prévia, mas sem cafézinho, e muito menos almoço grátis. Com estudo, análise, preparação e planejamento. Com geração de conteúdo a partir de interações reais, críticas e questionadoras.

Vamos anunciar a Mentoria Smart Money Ventures, junto com vários outros parceiros seletos do ecossistema, na 3a f, dia 9 Jun. Com carinho, para o empreendedor que existe dentro de você.

Se quiser ser o primeiro a saber, é só se cadastrar em mentoria.smartmoney.ventures. Te conto mais detalhes na 3a f. Você não perde por esperar. 🦾